Duas importantes datas de conscientização reforçam uma mensagem que vale para escolas, trabalhadores e empresas: cuidar das pessoas é também uma forma de prevenir riscos e construir ambientes mais seguros e saudáveis.

O dia 10 de outubro reúne duas importantes datas: o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas, instituído pela Lei nº 12.645/2012, e o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar de terem focos diferentes, as duas datas se encontram em um ponto essencial: a prevenção precisa fazer parte da cultura e começar antes que o problema aconteça.

Nas escolas, falar sobre segurança e saúde reforça a importância da prevenção e do cuidado com alunos, professores e demais profissionais. No mundo do trabalho, essa responsabilidade se traduz em ações concretas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), voltadas à proteção dos trabalhadores, à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho e à melhoria das condições de trabalho.

Segurança, saúde e saúde mental também fazem parte da prevenção

No ambiente escolar, segurança e saúde envolvem não apenas a proteção física de alunos, professores e demais profissionais, mas também as condições que contribuem para o bem-estar e a saúde mental.

Quando a escola conta com trabalhadores contratados, também existem responsabilidades relacionadas à Segurança e Saúde no Trabalho (SST), que devem considerar os riscos presentes nas atividades desenvolvidas.

A NR-1, por meio do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), estabelece a necessidade de identificar, avaliar e controlar os riscos ocupacionais. Entre eles, estão os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, que passaram a receber atenção ainda maior com a atualização da norma.

A NR-17, por sua vez, trata da Ergonomia e considera aspectos relacionados às condições e à organização do trabalho, que também podem ter impacto sobre a saúde dos profissionais.

Nesse contexto, falar de saúde mental no ambiente escolar significa também olhar para as condições de trabalho de professores, gestores, funcionários e demais trabalhadores, observando fatores como sobrecarga, pressão, organização das atividades, relações interpessoais e situações de assédio ou violência.

A prevenção, portanto, precisa considerar a realidade de cada instituição e transformar a identificação dos riscos em medidas concretas de proteção e cuidado.

Saúde mental também precisa estar no PGR

A saúde mental passou a ocupar espaço ainda mais relevante na gestão de riscos ocupacionais.

Com a atualização da NR-1, em vigor desde 26 de maio de 2026, os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho passaram a integrar de forma expressa o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

Na prática, isso amplia o olhar da empresa. Além dos riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes, é necessário considerar situações relacionadas à organização do trabalho que possam representar riscos à saúde.

Sobrecarga, pressão excessiva, assédio, falta de autonomia, conflitos e problemas na organização das atividades são exemplos de fatores que podem precisar ser avaliados.

Esses riscos devem ser identificados e gerenciados dentro do GRO, com registro no PGR e definição de medidas preventivas compatíveis com a realidade da organização.

A NR-17 também é importante nesse processo, especialmente por tratar de aspectos relacionados à organização e às condições de trabalho.

O objetivo não é transformar qualquer dificuldade emocional em doença ocupacional, mas identificar condições de trabalho que possam representar riscos e agir preventivamente.

O que a empresa ganha com uma boa gestão de SST?

Investir em SST significa reduzir a exposição a riscos e criar melhores condições para que as pessoas trabalhem com segurança e saúde.

Uma gestão adequada pode contribuir para:

  • redução de acidentes e afastamentos;
  • melhoria das condições de trabalho;
  • fortalecimento do clima organizacional;
  • redução de riscos trabalhistas e previdenciários;
  • maior retenção de profissionais;

Assim, cuidar da saúde dos trabalhadores não deve ser visto apenas como custo ou obrigação. É uma estratégia de prevenção e sustentabilidade.

PGR: mais do que um documento

Um PGR efetivo precisa refletir a realidade da empresa.

Não basta identificar riscos no papel. É necessário saber onde estão, quem está exposto, quais medidas já existem e o que precisa ser melhorado.

É essa diferença que transforma a documentação de SST em uma ferramenta de gestão.

NTS: SST com acompanhamento próximo

No Núcleo do Trabalhador Saudável (NTS), a proposta é aproximar a SST da realidade de cada empresa.

Com atuação em Medicina do Trabalho, Engenharia de Segurança do Trabalho e suporte técnico em SST, o NTS oferece acompanhamento dos programas legais, avaliações, treinamentos e gestão dos riscos ocupacionais.

Um dos diferenciais é o acompanhamento in loco, com visitas técnicas periódicas, incluindo acompanhamento quinzenal de Engenharia de Segurança do Trabalho, permitindo identificar necessidades e acompanhar a evolução das medidas preventivas.

O objetivo é ir além da entrega de documentos: entender os riscos, orientar a empresa e transformar a conformidade em prevenção.

Cuidar das pessoas também é cuidar do negócio

O 10 de outubro é uma oportunidade para lembrar que segurança, saúde e saúde mental não devem ser assuntos restritos a campanhas ou datas comemorativas.

Nas escolas, a prevenção ajuda a formar cidadãos mais conscientes.

Nas empresas, ela precisa estar presente na gestão.

Cumprir as normas é uma obrigação. Construir uma cultura de prevenção é uma escolha.

E quando essa escolha coloca as pessoas no centro, trabalhadores e empresas ganham.

Investir em Saúde e Segurança do Trabalho é investir nas pessoas — e também no futuro do negócio.

Dr. Raimundo Leal
Médico do Trabalho | Médico Perito Judicial

Clique aqui e fale conosco agora!

📞 (86) 99834-0724
📧 rmartinsleal@yahoo.com.br